
A cidade de Maputo acolhe, entre os dias 30 de Julho e 1 de Agosto, a primeira edição do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique (MICMZ), uma iniciativa que pretende afirmar a cultura como um dos motores do desenvolvimento económico, da inovação e da criação de emprego no país.
Com abertura marcada para as 09h00, no histórico Jardim Tunduru, o evento reúne durante três dias artistas, empreendedores culturais, investidores, gestores, compradores, especialistas e instituições de Moçambique, Brasil, África do Sul e Eswatini, promovendo um espaço de intercâmbio, formação e oportunidades de negócio.
Mais do que uma feira cultural, o MICMZ apresenta-se como uma plataforma estratégica para impulsionar a economia criativa, aproximando os diferentes intervenientes das indústrias culturais e criativas através de conferências, exposições, oficinas, apresentações artísticas, rodadas de negócios e showcases.
Nove espaços dedicados à criatividade
A programação decorre em nove espaços distribuídos pela cidade de Maputo, cada um dedicado a um segmento específico das indústrias culturais e criativas.
O Jardim Tunduru será o principal centro do mercado, acolhendo a cerimónia oficial de abertura, a Feira da Economia Criativa, oficinas, demonstrações gastronómicas, debates e encontros empresariais destinados a promover parcerias entre criadores, investidores e compradores.
O Instituto Guimarães Rosa (IGR) recebe conferências internacionais sobre políticas culturais, financiamento da cultura, direitos de autor, propriedade intelectual, inteligência artificial, diplomacia cultural, empreendedorismo e internacionalização das indústrias criativas.
Já os Paços do Município de Maputo serão palco de debates sobre moda, design, turismo cultural, cidades criativas e desenvolvimento urbano, culminando com o desfile oficial “Moda em Movimento”, que reunirá estilistas de Moçambique, Brasil e África do Sul.
No Balcão do Munícipe, especialistas discutirão o potencial económico da cultura, incluindo a palestra “Investir em cultura é um bom negócio?”, apresentada por Joaquim Cartaxo, director-superintendente do Sebrae Ceará, do Brasil.
A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) concentra actividades ligadas ao livro, literatura, ilustração, cinema e audiovisual, enquanto o Centro Cultural Ntsindya promoverá reflexões sobre criatividade comunitária, juventude, inclusão social e desenvolvimento dos territórios.
Por sua vez, o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC) acolhe sessões dedicadas ao cinema, animação digital, produção audiovisual, jogos electrónicos e às novas tecnologias aplicadas à criação artística.
Música e encerramento
O último dia do MICMZ reserva uma intensa programação artística. A FEIMA receberá showcases musicais e performances de artistas de Moçambique, Brasil, África do Sul e Eswatini, reforçando a circulação de talentos e a cooperação cultural entre os países participantes.
O encerramento oficial acontecerá no Café Bar Gil Vicente, com espectáculos musicais protagonizados por artistas nacionais e internacionais, incluindo a Music Crossroads Academy Band, Nikolas Goza, Banda Uriel, Belita João, o rapper brasileiro Nicow, a banda Ectogenesis, Ntunja e o espectáculo final protagonizado pelo DJ Luan e pelo colectivo brasileiro Fluxo Mandinga.
Ao longo dos três dias, o MICMZ pretende consolidar-se como uma plataforma de referência para a valorização das indústrias culturais e criativas, promovendo a cultura não apenas como expressão artística, mas também como um sector estratégico para a diversificação da economia, geração de emprego, inovação e fortalecimento da cooperação internacional.