
António Zefanias quer resgatar basquetebol da Zambézia
Candidatura da Lista A apresenta manifesto eleitoral com lema “Voltar ao Basquete”, numa corrida a três para as eleições marcadas para 15 de Maio
A candidatura da Lista A, liderada por António David Zefanias, à Associação Provincial de Basquetebol da Zambézia (APBZ), apresentou o seu manifesto eleitoral com a promessa de resgatar o prestígio histórico da modalidade na província, apostando na reorganização institucional, formação de jovens talentos e regresso às competições nacionais.
A corrida eleitoral conta com três candidaturas, nomeadamente a Lista A, de António Zefanias, a Lista B, liderada por José Neto, e a Lista C, encabeçada por Celmiro Ananias. As eleições estão marcadas para o dia 15 de Maio.
A Lista A apresenta a seguinte composição: na Assembleia Geral, Kalife Assuba (Presidente), Sílvio Silva (Secretário) e Abneiro Tcharnenko (Vogal); na Direcção, António David Zefanias (Presidente), Augusto Matos (Vice-Presidente para Alta Competição), Dionilde Artur Victor (Vice-Presidente para Administração e Finanças), Albertina Caetano (Vice-Presidente para Marketing e Comunicação) e Dinoca Gesse (Secretário-Geral); no Conselho Fiscal, Célia Pedro Francisco (Presidente) e Prince Dirceu (Secretário); Não só.
Na Comissão de Árbitros, Rodoi Joaquim (Presidente) e Ana Tomo (Vice-Presidente); no Conselho de Disciplina, Rafael Escritório (Presidente); e no Gabinete Técnico, Dilar Dessai (Coordenadora), Mamed Fijamo Aly e Denílson Sival Pereira (Adjuntos).
Sob o lema “Voltar ao Basquete”, o manifesto da Lista A defende que a Zambézia já foi um dos principais berços do basquetebol moçambicano, com forte adesão popular e produção de atletas que chegaram a integrar grandes clubes do país. No entanto, segundo o documento, a modalidade enfrenta atualmente um cenário de declínio, marcado pela falta de competições regulares, desinteresse dos clubes históricos e degradação de infraestruturas desportivas.
“O basquetebol na província é hoje praticado de forma esporádica e muitas vezes por improviso”, refere o manifesto, apontando a ausência de campeonatos organizados como um dos principais entraves ao desenvolvimento da modalidade.
Três pilares estratégicos
A candidatura estrutura o seu plano de governação em três pilares fundamentais: organização, massificação e formação, e alta competição.
No domínio da organização, a proposta passa pela reestruturação da associação, criação de escalões de formação e estabelecimento de parcerias institucionais, incluindo com órgãos de comunicação social. Está igualmente prevista a criação de plataformas digitais para divulgação das actividades.
Já no pilar da massificação e formação, o foco será a promoção do basquetebol nas escolas e comunidades, com destaque para a realização de torneios infantojuvenis, capacitação de treinadores e árbitros, além de iniciativas para incentivar a participação feminina e afastar jovens de práticas nocivas.
Regresso às competições
Na vertente de alta competição, o manifesto propõe o regresso da Zambézia aos campeonatos nacionais, bem como a realização de competições provinciais em todos os escalões. Entre as iniciativas previstas, destaca-se a criação da Taça de Moçambique – Zambézia, que deverá homenagear antigos praticantes e dirigentes da modalidade.
Está também prevista a formação de uma seleção provincial para intercâmbios desportivos, tanto a nível nacional como internacional.
Comunicação, marketing e parcerias
A candidatura aposta ainda numa forte estratégia de comunicação e marketing, defendendo uma relação aberta com os clubes e uma parceria inclusiva com os órgãos de informação.
No campo das parcerias, o manifesto identifica potenciais aliados, incluindo a Federação Moçambicana de Basquetebol, o Governo Provincial, universidades, empresas privadas e operadores de apostas, com vista a garantir sustentabilidade financeira para as actividades.
Transparência e prestação de contas
Outro ponto central da proposta é a implementação de mecanismos rigorosos de prestação de contas, com relatórios periódicos, reuniões e comunicação contínua com os associados e parceiros.
“A gestão deve servir o basquetebol e não servir-se dele”, sublinha o manifesto, enfatizando o compromisso com transparência e boa governação.
Impacto esperado
Entre os resultados esperados, a candidatura aponta o regresso do público aos pavilhões, o fortalecimento do basquetebol como ferramenta social para a juventude e a reunificação de antigas e novas gerações da modalidade.
Com a aproximação da data eleitoral, o processo deverá definir o rumo do basquetebol na Zambézia nos próximos quatro anos, num momento em que os agentes desportivos locais exigem soluções concretas para revitalizar a modalidade.