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Governo aposta em Dino Foi para transformar FNDS em motor de emprego, combate à fome e criação de riqueza

Novo Presidente do Conselho de Administração do FNDS assume uma instituição estratégica para o futuro económico do país. Governo destaca experiência de liderança, capacidade de gestão em contextos complexos e resultados alcançados no terreno como factores determinantes para a escolha de Dino Mamudo Foi.

Dino Foi recebe missão de transformar potencial agrícola e recursos naturais em prosperidade para os moçambicanos

O Governo depositou em Dino Mamudo Foi a responsabilidade de liderar uma das instituições consideradas estratégicas para a transformação económica de Moçambique. A nomeação do novo Presidente do Conselho de Administração do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS, FP) acontece num momento em que o Executivo procura acelerar a produção nacional, reduzir a dependência das importações agrícolas, criar oportunidades de emprego e melhorar as condições de vida das comunidades rurais.

Durante a cerimónia de tomada de posse, realizada esta segunda-feira, 27 de Julho de 2026, em Maputo, a Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, afirmou que a escolha de Dino Foi está associada ao seu percurso profissional e à sua capacidade demonstrada de conduzir processos complexos, mobilizar recursos e produzir resultados concretos mesmo perante limitações.

Segundo a chefe do Governo, o novo Presidente do FNDS traz uma experiência considerada necessária para consolidar a instituição e garantir que os programas tenham impacto directo na vida das populações.

 “O percurso de vida do Senhor Dino Mamudo Foi testemunha a sua capacidade de liderar processos difíceis, com poucos recursos e, mesmo assim, apresentar resultados concretos que mudam vidas de pessoas, de comunidades e de distritos”, destacou Benvinda Levi.

Experiência e resultados pesam na escolha

A aposta em Dino Foi surge num contexto em que o FNDS é chamado a desempenhar um papel mais interventivo no desenvolvimento sustentável do país. A sua experiência anterior na liderança de iniciativas de desenvolvimento territorial, particularmente na província de Sofala, onde esteve ligado a processos de recuperação, mobilização comunitária e promoção de soluções económicas locais, é apontada como uma das razões que sustentam a confiança depositada pelo Governo.

Ao longo do seu percurso profissional, Dino Foi destacou-se pela capacidade de gerir projectos orientados para resultados, trabalhar com comunidades e articular diferentes actores institucionais, características que o Executivo considera fundamentais para dirigir uma instituição que opera na intersecção entre agricultura, ambiente, financiamento e desenvolvimento rural.

A Primeira-Ministra entende que esta experiência poderá contribuir para que o FNDS avance de uma lógica de gestão de programas para uma abordagem mais transformadora, capaz de gerar impactos económicos e sociais.

FNDS como instrumento de transformação económica

Para o Governo, o FNDS deve ser mais do que uma instituição de financiamento. Deve funcionar como uma plataforma de transformação económica, convertendo o potencial agrícola, os recursos naturais e o capital humano do país em oportunidades concretas para os cidadãos.

Entre os principais desafios colocados a Dino Foi está o fortalecimento das cadeias de valor agrícolas, promoção da agro-industrialização, redução das perdas pós-colheitas e criação de mecanismos que permitam aos produtores nacionais acederem aos mercados.

Moçambique possui condições agro-ecológicas consideradas favoráveis para aumentar a produção alimentar e criar excedentes para exportação. Contudo, persistem desafios relacionados com produtividade, acesso ao financiamento, infra-estruturas, tecnologias agrícolas e ligação entre produtores e mercados.

Neste sentido, o Governo espera que o FNDS contribua para reduzir gradualmente as importações de produtos agrícolas essenciais e fortalecer a segurança alimentar e nutricional.

Emprego para jovens e mulheres no centro da missão

Um dos desafios colocados pela Primeira-Ministra está relacionado com a criação de oportunidades económicas nas comunidades, especialmente para jovens e mulheres. Benvinda Levi defendeu que o desenvolvimento sustentável deve permitir que os cidadãos encontrem oportunidades nas suas próprias regiões, reduzindo a necessidade de migração em busca de emprego.

Na visão do Executivo, o investimento nas cadeias produtivas rurais poderá dinamizar economias distritais, estimular pequenos negócios e criar novos postos de trabalho através da agricultura, florestas, pescas, turismo sustentável, energias renováveis e economia verde.

 

Combater a fome num país com potencial agrícola

Apesar do enorme potencial produtivo, Moçambique continua a enfrentar desafios de insegurança alimentar em várias regiões. Para o Governo, a erradicação da fome deve ser assumida como um compromisso nacional envolvendo o Estado, sector privado, parceiros de cooperação e comunidades.

A nova liderança do FNDS terá, por isso, a missão de apoiar soluções que aumentem a produtividade agrícola, promovam sistemas alimentares mais eficientes e garantam que o crescimento económico tenha impacto directo nas famílias.

Desafio climático e sustentabilidade

Dino Foi assume o FNDS num período marcado pelos efeitos das mudanças climáticas, com o país a enfrentar regularmente ciclones, secas, cheias e tempestades tropicais que afectam a produção agrícola e os meios de subsistência das populações.

Neste cenário, o Governo espera que o Fundo fortaleça iniciativas de adaptação climática, mobilize financiamento internacional e estabeleça parcerias com investidores, sector privado e instituições de cooperação.

A expectativa é que o FNDS se consolide como uma plataforma transparente e credível para financiar projectos capazes de promover crescimento económico inclusivo e sustentável. Com esta nomeação, Dino Mamudo Foi passa a liderar uma instituição vista pelo Governo como uma das chaves para transformar os recursos e potencialidades de Moçambique em emprego, segurança alimentar e riqueza para os cidadãos.

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