
Texto: Roberto Tibana
O Daniel Chapo e a equipa dele de Ministros são génios. São capazes de fazer mais do que foi feito nos últimos 50 anos para dividir os moçambicanos e desorganizar o país. O Daniel Chapo inventou um diálogo político a que deu o adjectivo de INCLUSIVO que EXCLUI o principal oponente político e a grande maioria da sociedade que se revê nele. Os que se meteram nesse diálogo com pés e mãos agora estão a morder-se na pocilga. Disseram que nunca seriam engolidos, mas já estavam a falar a partir do estômago e intestinos de alguém.
Hoje o seu ministro de planeamento e desenvolvimento, com ajuda de doadores externos e uma cabala de “organizações da sociedade civil” organizou um bazar de um dia ao fim do qual quiseram enfiar a todos uma pretensiosa “Declaração de Maputo” em nome dos participantes. Mas o Pedro Couto (um ex ministro de Estado) levantou-se e disse basicamente que a declaração lida é um embuste que não deve ser considerado um consenso da conferência porque nem sequer foi circulada como rascunho e muito do que está nele nem foi discutido durante o dia.
Os doadores ou “parceiros externos” devem ter muito cuidado com o que andam a fazer em Moçambique. Lembrem-se de uma coisa: governos passam, mas os povos ficam. Não se metam a patrocinar coisas que não unem os moçambicanos. Individualmente vocês estão de passagem em Moçambique. Mas a memória dos moçambicanos ficará sempre aquí. Se não sabem o que fazer em Moçambique, se calhar é melhor porem-se de lado. Porque uma coisa é certa: os moçambicanos vão resolver o desafio de governação de Moçambique. E não falta muito para isso. Nem que tenhamos que começar de cinzas.