
A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique, FDEM, inaugurou este domingo, em Changsha, Província de Hunan, na China, o Centro de Desenvolvimento da Cooperação Económica e Comercial Bilateral Hunan–Moçambique, uma plataforma destinada a aproximar empresas dos dois países e acelerar a concretização de projectos de investimento.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a FDEM, o Grupo de Convenções e Exposições de Hunan e a Aliança de Hunan para o Desenvolvimento da Mineração Inteligente em África. O Centro pretende funcionar como um mecanismo permanente de articulação entre Governos, associações empresariais e empresas, facilitando o acesso à informação, a identificação de oportunidades e a implementação de projectos em Moçambique.
Entre as áreas prioritárias de cooperação estão a mineração inteligente, a transformação e valorização dos recursos minerais, as infraestruturas e serviços associados às novas energias, bem como o comércio transfronteiriço de produtos agrícolas e florestais.
A FDEM destaca que Moçambique possui recursos estratégicos, incluindo lítio, grafite, terras raras e bauxite, enquanto Hunan apresenta capacidades industriais e tecnológicas relevantes para a transformação desses recursos.
Falando no acto, o Presidente da FDEM, Lineu Candieiro, afirmou que a criação do Centro representa uma nova etapa na cooperação económica entre Hunan e Moçambique, passando de contactos dispersos para uma abordagem mais sistematizada, permanente e orientada para o desenvolvimento industrial.
A plataforma deverá ainda prestar apoio às empresas chinesas interessadas em investir em Moçambique, incluindo serviços jurídicos, fiscais, financeiros, de segurança e de tramitação administrativa.
Do lado chinês, serão mobilizados recursos de feiras e exposições, mecanismos de incubação empresarial e canais de apoio à internacionalização.
A FDEM anunciou igualmente que já está a trabalhar na identificação e articulação de projectos de investimento, com destaque para a transformação de lítio e grafite na Província da Zambézia, o processamento de castanha de caju e outros produtos agrícolas e florestais, o comércio transfronteiriço e soluções de novas energias para zonas mineiras.
Para a FDEM, a plataforma deverá contribuir para transformar as vantagens dos recursos naturais de Moçambique em oportunidades industriais e económicas, aproveitando a complementaridade entre os recursos e o mercado moçambicano e as capacidades tecnológicas, industriais, financeiras e humanas da Província de Hunan.
A China constitui um dos principais parceiros comerciais de Moçambique e está entre os destinos relevantes da produção nacional, assumindo particular importância para o comércio externo e para a atracção de investimento.
A relação económica entre os dois países abrange áreas como mineração, agricultura, infraestruturas, energia, indústria transformadora e comércio.
É neste contexto que a criação do Centro de Desenvolvimento da Cooperação Económica e Comercial Hunan–Moçambique ganha particular relevância, ao procurar aproximar as capacidades produtivas e tecnológicas chinesas das oportunidades existentes em Moçambique.
A plataforma deverá contribuir para aprofundar as relações empresariais, facilitar novos investimentos e promover maior transformação local dos recursos moçambicanos, com vista à criação de valor acrescentado e emprego no País.