Jornalismo ao pormenor

Crise na Tazetta Resources coloca em debate decisões judiciais e gestão transitória

Um requerimento de 30 de Junho, em posse da Lupa News, revela que o juiz Júlio José Elias, inicialmente designado para presidir à Assembleia Geral da Tazetta Resources, recusou assumir a função por considerar não dispor dos elementos essenciais para o efeito, incluindo os estatutos, contratos sociais e demais instrumentos reguladores da sociedade. No documento submetido ao Tribunal Judicial da Província da Zambézia, o magistrado levanta dúvidas sobre a fundamentação apresentada para a escolha de uma pessoa externa à sociedade, defendendo que a lei privilegia a designação de um dos sócios para presidir à Assembleia Geral. As posições expressas no requerimento acrescentam novos elementos ao debate em torno do processo judicial que culminou na indicação de Carlos Martins, antigo Bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, para liderar a gestão transitória da Tazetta Resources. Enquanto isso, o jornalista e comentador Salomão Moyana considera que Carlos Martins deve recusar a missão para evitar ver o seu nome associado a uma disputa societária cada vez mais controversa.

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