Muchanga aprecia modelo de contagem eleitoral brasileiro

Líder da Nova Democracia defende maior rapidez na contagem dos votos e considera que o país pode aprender com a experiência brasileira, onde os resultados são conhecidos em menos de 24 horas.

O presidente da Nova Democracia (ND), Salomão Muchanga, considera que Moçambique deve aprender com a experiência brasileira na contagem e divulgação dos resultados eleitorais, criticando a demora que caracteriza os processos eleitorais no país.

Falando esta quinta-feira, em Maputo, durante uma conferência de imprensa sobre os resultados da sua visita a Portugal, Muchanga apontou a rapidez na divulgação dos resultados como uma das práticas que Moçambique pode adoptar para reforçar a eficiência e a transparência dos processos eleitorais.

“Lembre-se que o nosso país leva três meses para saber quem ganhou”, afirmou o dirigente, estabelecendo uma comparação com o Brasil, onde, segundo explicou, os resultados são conhecidos em menos de 24 horas.

Para Muchanga, a experiência brasileira demonstra que é possível tornar a contagem e a divulgação dos resultados mais céleres, evitando que os cidadãos permaneçam durante longos períodos à espera de conhecer os vencedores das eleições.

O líder da ND sublinhou, contudo, que a questão central não é apenas a proclamação de um vencedor, mas o respeito pela decisão soberana dos eleitores, defendendo que Moçambique deve retirar lições de experiências internacionais que contribuam para melhorar os seus próprios processos eleitorais.

A posição surge num contexto em que a Nova Democracia se prepara para as eleições autárquicas de 2028 e as eleições gerais de 2029, que constituem etapas centrais da estratégia política do partido.

Ao estabelecer a analogia entre os dois países, Muchanga coloca a celeridade da divulgação dos resultados no centro do debate sobre a qualidade dos processos eleitorais moçambicanos, defendendo que a eficiência na contagem dos votos deve ser uma prioridade para as instituições responsáveis pela administração eleitoral.

“Em 2028 e em 2029 o povo moçambicano vai respirar a esperança”, declarou, manifestando confiança nos próximos ciclos eleitorais.

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