Presidente defende transformação das oportunidades identificadas na III Cimeira Rússia-África em investimentos, transferência de tecnologia e criação de empregos em Moçambique.
O Presidente da República, Daniel Chapo, defende que os entendimentos alcançados durante a III Cimeira Rússia-África, realizada em Moscovo, devem traduzir-se em resultados concretos para Moçambique, particularmente na atracção de investimentos, transferência de tecnologia e criação de oportunidades de emprego.
No balanço da participação moçambicana no encontro, o Chefe do Estado considerou que o próximo desafio consiste em assegurar que as possibilidades de cooperação identificadas na capital russa não permaneçam apenas no plano das intenções.
A posição surge num momento em que a Cimeira terminou com a aprovação de documentos orientadores sobre paz e segurança, diálogo político e desenvolvimento económico sustentável, bem como de um Plano de Acção para os próximos três anos, alinhado com a Agenda 2063 da União Africana.
Entre as áreas de cooperação identificadas, Chapo destacou as tecnologias de informação e comunicação e a inteligência artificial para fins pacíficos, sectores que considera representarem oportunidades para aprofundar as relações entre Moçambique e a Federação da Rússia.
Durante a sua deslocação a Moscovo, o Presidente participou no Fórum Económico e Humanitário e no Fórum dos Países Exportadores de Gás, ocasiões em que apresentou o potencial energético de Moçambique e as oportunidades existentes para o investimento estrangeiro.
À margem da Cimeira, manteve encontros com o Presidente russo, Vladimir Putin, a quem agradeceu o convite e a hospitalidade, e com Dmitri Medvedev, Vice-Presidente do Conselho de Segurança da Federação da Rússia.
O Chefe do Estado reuniu-se igualmente com Alexey Miller, Presidente do Conselho de Administração da Gazprom, além de outros dirigentes e empresários russos, num conjunto de contactos destinados a explorar possibilidades de cooperação económica e empresarial.
A agenda incluiu ainda um encontro com a comunidade moçambicana residente na Rússia, constituída maioritariamente por estudantes bolseiros, a quem Chapo apelou ao empenho e à responsabilidade na sua formação académica.
Segundo o Presidente, a prioridade da diplomacia económica moçambicana é atrair investimentos capazes de acrescentar valor aos recursos nacionais, promover a transferência de tecnologia, fortalecer as empresas moçambicanas e criar emprego, sobretudo para os jovens.
“Queremos atrair investimentos que valorizem os recursos nacionais, promovam a transferência de tecnologia, fortaleçam as empresas moçambicanas e criem emprego, particularmente para os jovens”, afirmou.
A declaração coloca agora a implementação dos entendimentos alcançados no centro das expectativas em torno da cooperação entre Maputo e Moscovo.