
O Conselho Nacional da RENAMO aprovou, na tarde desta quinta-feira (22 de Outubro), a expulsão de António Muchanga, uma das figuras mais conhecidas do partido e crítico declarado da actual liderança de Ossufo Momade.
Em declarações à imprensa, o porta-voz da formação política apontou questões de comportamento registadas nos últimos tempos como fundamento da decisão, que afasta do partido um dos seus rostos mais mediáticos.
Antigo porta-voz da RENAMO durante a liderança de Afonso Dhlakama, Muchanga tem estado na linha da frente do confronto público com Ossufo Momade, que assumiu interinamente a direcção do partido em Maio de 2018, após a morte de Dhlakama, e foi eleito presidente em Janeiro de 2019.
Nos últimos tempos, Muchanga tem questionado abertamente a capacidade de Momade para conduzir os destinos da RENAMO, num período em que o partido enfrenta uma crise de liderança e perdeu, nas eleições de 2024, a posição de segunda força parlamentar para o PODEMOS.
A reacção de Muchanga à notícia da expulsão foi politicamente sugestiva: “Eu sou a Renamo”, uma declaração que abre alguma curiosidade aos fãs da política moçambicana.
Para alguns sectores da opinião pública, o partido atravessa um processo de declínio. A saída de Muchanga, caso se confirme em definitivo, poderá intensificar o a questão sobre o futuro de uma organização que, durante décadas, disputou a liderança política do país.