
A Águas de Moçambique (AdeM, IP) reconheceu que a água distribuída na província de Maputo apresenta níveis de turvação acima dos padrões normais, mas garante que a situação não representa qualquer risco para a saúde pública, classificando o problema como sendo apenas de natureza “estética”.
Segundo o comunicado da instituição, a anomalia resultou de uma “onda extraordinária de turvação” registada na Estação de Tratamento de Água de Umbeluzi, em consequência da época chuvosa, o que obrigou a ajustes operacionais no sistema de tratamento. Durante esse processo, a água fornecida à população apresentou alterações visíveis, ultrapassando os valores normativos estabelecidos.
Ainda assim, a AdeM assegura que a desinfecção foi mantida em toda a cadeia de tratamento, não tendo sido comprometida a segurança sanitária. Embora a água tenha chegado às torneiras com aparência fora do padrão, o Governo sustenta que o seu consumo permaneceu seguro.
A posição levanta, no entanto, questões entre consumidores, sobretudo num contexto em que a percepção de qualidade da água está directamente associada à confiança no serviço público. Para muitos, a ideia de que água visivelmente turva pode ser considerada segura tende a colidir com expectativas básicas de qualidade e transparência no abastecimento.
A empresa pública indica que a normalização dos parâmetros começou a ser registada a partir de segunda-feira e que equipas laboratoriais continuam a monitorar a qualidade da água de forma contínua para garantir a conformidade.
No comunicado, a AdeM apresenta desculpas pelos transtornos causados, reiterando o compromisso com um serviço de abastecimento de água “segura, fiável e transparente”.