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Chapo convida investidores russos a apostar na agricultura, energia e indústria em Moçambique

Na 3.ª Cimeira Rússia–África, em Moscovo, o Presidente da República defendeu parcerias com os sectores público e privado para transformar recursos naturais, desenvolver fornecedores nacionais e reforçar a capacidade produtiva do país.

O Presidente da República, Daniel Chapo, convidou empresas e investidores russos a explorar oportunidades de negócio em Moçambique, em parceria com os sectores público e privado, com destaque para a agricultura, infra-estruturas, energia, turismo e indústria.

O convite foi lançado esta quinta-feira (29 de Outubro), durante a 3.ª Cimeira Rússia–África, em Moscovo, onde o Chefe do Estado apresentou áreas em que Moçambique pretende aprofundar a cooperação económica com a Rússia.

Na agricultura, Chapo apontou a mecanização, o acesso a equipamentos e o desenvolvimento de sistemas de armazenamento como áreas prioritárias para a cooperação. Nas infra-estruturas e na energia, destacou os transportes, a logística, o abastecimento de água e as redes energéticas, além do potencial de investimento no turismo.

Na indústria, o Presidente da República defendeu uma abordagem que ultrapasse a simples exploração dos recursos naturais, apostando na sua transformação dentro do país, no desenvolvimento de fornecedores nacionais e na formação de quadros moçambicanos.

“O nosso interesse vai além da exploração dos recursos naturais”, afirmou Chapo, ao apresentar a visão de Moçambique para uma cooperação que contribua para desenvolver capacidades produtivas nacionais.

Segundo o Chefe do Estado, o objectivo é atrair investimentos que reforcem a capacidade económica do país e produzam benefícios duradouros, mesmo depois da conclusão dos projectos.

A iniciativa procura, assim, aproximar o interesse dos investidores russos das prioridades de desenvolvimento de Moçambique, com ênfase na produção, na industrialização e na criação de capacidades locais.

A concretização dessas oportunidades dependerá da evolução das parcerias, da mobilização de investimentos e da capacidade de transformar as intenções apresentadas na cimeira em projectos com resultados para a economia moçambicana.

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