Um cabo pertencente a um posto de transformação da EDM foi vandalizado no Bairro Boquisso, na Província de Maputo, interrompendo o fornecimento de energia à Escola Secundária de Boquisso. O suspeito foi detido pela população e entregue à Polícia. A empresa alerta que estes actos comprometem a meta nacional de acesso universal à energia até 2030.
A vandalização de infra-estruturas eléctricas voltou a afectar o fornecimento de energia na Província de Maputo. Desta vez, o alvo foi um cabo pertencente a um Posto de Transformação (PT) localizado no Bairro Boquisso, cuja destruição provocou a interrupção do fornecimento de energia eléctrica à Escola Secundária de Boquisso.
A ocorrência foi registada esta quinta-feira, 18 de Junho, segundo informou a Electricidade de Moçambique (EDM), que condena o acto e alerta para os prejuízos causados à população e aos serviços públicos.
De acordo com a empresa, o presumível autor da vandalização foi surpreendido pela população no momento em que praticava o acto e acabou conduzido às autoridades policiais para os procedimentos legais.
Enquanto decorrem os trabalhos de mobilização de equipamentos e materiais necessários para a reposição da infra-estrutura danificada, a EDM admite que os consumidores afectados poderão permanecer durante várias horas sem energia eléctrica.
A interrupção do fornecimento à Escola Secundária de Boquisso levanta preocupações sobre os impactos destes actos em instituições públicas essenciais, sobretudo num contexto em que muitas escolas dependem da electricidade para actividades administrativas, acesso às tecnologias de informação e funcionamento de equipamentos de apoio ao ensino.
A EDM considera que a vandalização de infra-estruturas eléctricas constitui uma das principais ameaças aos esforços de expansão da rede nacional de energia. Segundo a empresa, estes actos atrasam o cumprimento da meta do Governo de garantir o acesso universal à energia eléctrica até 2030, ao mesmo tempo que obrigam à canalização de recursos para reparações que poderiam ser investidos na expansão e melhoria da rede.
Face à recorrência destes casos, a empresa apela ao reforço da vigilância comunitária e ao envolvimento activo dos cidadãos na denúncia de actividades suspeitas junto das infra-estruturas eléctricas.
A EDM recorda ainda que qualquer intervenção em equipamentos da rede eléctrica deve ser realizada exclusivamente por técnicos devidamente autorizados e identificados através de crachá ou credencial da empresa.
Além dos riscos para a segurança pública, a vandalização de infra-estruturas eléctricas e o roubo de energia constituem crimes puníveis por lei. Nos termos da legislação moçambicana sobre electricidade, conjugada com o Código Penal, o roubo de energia pode ser punido com penas de prisão que variam entre seis meses e 12 anos, para além da aplicação de multas, dependendo da gravidade e do valor dos prejuízos causados.
Nos últimos anos, a EDM tem vindo a denunciar diversos casos de vandalização de cabos, postos de transformação e outras infra-estruturas da rede eléctrica em diferentes pontos do país, alertando que estas acções não apenas causam interrupções no fornecimento de energia, mas também comprometem o desenvolvimento económico e social das comunidades afectadas.