Governo prepara plano para mitigar impactos do El Niño

Água, agricultura, saúde e energia estão entre os sectores abrangidos pela resposta prevista

O Governo está a preparar um plano nacional para reduzir os possíveis impactos do fenómeno El Niño em Moçambique, com particular atenção para a segurança hídrica, produção agrícola e protecção das populações mais vulneráveis.

O plano foi apreciado pelo Conselho de Ministros durante a 17.ª sessão ordinária, realizada a 14 de Setembro, e apresentado aos jornalistas pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá.

A estratégia prevê medidas para reforçar a disponibilidade de água para consumo humano, irrigação e abeberamento do gado, além da protecção da agricultura e pecuária.

O Governo prevê ainda reforçar os sistemas de abastecimento e armazenamento de água, o saneamento e a capacidade de resposta dos sectores da saúde, educação, energia e indústria perante eventuais impactos do fenómeno.

Outra componente considerada central é o reforço da monitoria e dos sistemas de aviso prévio, de modo a permitir uma resposta antecipada nas zonas consideradas mais vulneráveis.

Distritos vulneráveis serão mapeados

Segundo Salim Valá, o trabalho ainda não está concluído. A equipa multissectorial apresentou ao Conselho de Ministros o ponto de situação das medidas em preparação, incluindo as áreas com maior vulnerabilidade.

Participam no processo sectores como agricultura, saúde, educação, obras públicas, transportes e logística, gestão de calamidades, finanças e meteorologia.

A identificação inclui zonas áridas e semiáridas e outros territórios onde os impactos do fenómeno poderão assumir maior severidade.

“Não podemos ser apanhados de surpresa”, explicou Valá, indicando que a informação recolhida está a ser consolidada para permitir uma resposta mais dirigida quando houver maior clareza sobre a evolução do fenómeno.

Questionado sobre medidas concretas, como o número de reservatórios a construir, sistemas de abastecimento de água e recursos financeiros necessários, o ministro reconheceu que esses dados ainda não estão fechados.

O Conselho de Ministros orientou a continuidade do trabalho e a apresentação posterior de informação mais detalhada sobre as medidas prioritárias.

A resposta ao El Niño passa, assim, de uma fase de preparação intersectorial para uma etapa de consolidação das necessidades e definição das intervenções que deverão ser executadas nas zonas de maior risco.

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