FDEM abre portas à China e promete acelerar investimentos estruturantes no sector privado

 Parceria com aliança chinesa e abertura de escritórios em Pequim e Guangdong colocam empresários moçambicanos no radar de financiamento, tecnologia e comércio global.

 

 A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM), liderada por Lineu Candieiro, anunciou a formalização de uma parceria estratégica com a Aliança de Desenvolvimento Urbano da China (CUDA), num movimento que pretende desbloquear investimentos estruturantes e reposicionar o sector privado nacional nas cadeias globais de valor.

 

O entendimento, firmado através da Comissão de Trabalho de Desenvolvimento Conjunto no Exterior da CUDA, surge na sequência de uma missão empresarial à China e abre caminho para financiamento, transferência de tecnologia e novas oportunidades comerciais em áreas-chave da economia moçambicana.

 

Como parte da estratégia de implementação, a FDEM vai estabelecer escritórios de representação em Pequim e na província de Guangdong, considerados centros nevrálgicos para decisões de investimento e inovação industrial. A presença física nesses mercados visa reduzir barreiras de acesso, facilitar parcerias e acelerar a execução de projectos conjuntos.

 

A CUDA, instituição pública chinesa criada em 2015, tem desempenhado um papel activo na promoção de cidades inteligentes, clusters industriais e sistemas modernos de cadeias de abastecimento, alinhando-se com a Iniciativa do Cinturão e Rota — um dos principais instrumentos de expansão económica global da China.

 

No quadro da cooperação agora estabelecida, as duas entidades comprometem-se a impulsionar investimentos estratégicos, dinamizar o comércio bilateral — incluindo mecanismos alternativos como a permuta internacional (barter) — e mobilizar financiamento e assistência técnica para projectos estruturantes. A agenda inclui ainda a organização de fóruns empresariais, missões de intercâmbio e a introdução de plataformas digitais de comércio e soluções financeiras inovadoras.

 

Os sectores prioritários abrangem agricultura, turismo, comércio, infraestruturas, mineração e saúde — áreas consideradas críticas para a diversificação da economia, geração de emprego e aumento da competitividade do tecido empresarial moçambicano.

 

Com este passo, a FDEM procura posicionar-se como uma ponte activa entre empresários nacionais e o capital internacional, apostando numa cooperação orientada para resultados e na criação de oportunidades tangíveis para o sector privado.

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