Djibanty transforma tradição em luxo contemporâneo em exposição em Maputo  

Peças feitas de chifre de boi, conchas e outros materiais locais ganham nova vida pelas mãos da marca moçambicana Djibanty, numa exposição que celebra identidade, cultura e a força da mulher.

 A marca moçambicana Djibanty apresenta, até 30 de Abril, uma exposição de jóias e peças artísticas no Instituto Guimarães Rosa, reunindo criações que reinterpretam a tradição africana à luz da estética contemporânea.
Fundada por Dona Juca, a Djibanty afirma-se pela produção de “jóias africanas modernas”, concebidas a partir de matérias-primas locais. Entre os destaques estão brincos e colares feitos de chifre de boi, bem como pulseiras e missangas produzidas a partir de elementos naturais, transformados com criatividade e sofisticação.
Embora tenha como base de inspiração a cultura chuabo, a marca não se limita a uma única matriz identitária. A equipa do Lupa News, que visitou a exposição, constatou a presença de influências diversas, incluindo traços da tradição maconde, visíveis em peças escultóricas como bustos que exaltam a beleza, a elegância e a expressividade da mulher moçambicana.
Djibanty nasce da valorização da ancestralidade africana e da afirmação da identidade cultural. O nome inspira-se na expressão “Chibante”, da língua Chuabo, que designa adornos pessoais utilizados ao longo de gerações como símbolos de beleza, poder, pertença e história.
Cada peça carrega um propósito: unir tradição e modernidade, transformando heranças culturais em criações contemporâneas com significado. Mais do que acessórios, as jóias Djibanty posicionam-se como expressões vivas de identidade e estilo.
A exposição decorre de 15 a 30 de Abril, no Centro de Estudos Brasileiros — Instituto Guimarães Rosa — e inclui um desconto de 10% em todas as peças durante o período da mostra.
A iniciativa assume-se ainda como uma homenagem à mulher moçambicana — elegante, resiliente e inspiradora.

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