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FDEM saúda Navalha e exige respostas urgentes para a escassez de divisas

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) saudou a nomeação e tomada de posse de Felisberto Dinis Navalha como Governador do Banco de Moçambique, mas aproveitou o início do novo ciclo no banco central para colocar sobre a mesa uma das principais preocupações do sector empresarial: a escassez de divisas.

Num comunicado desta quarta-feira, 2 de Setembro, a FDEM alerta que as dificuldades de acesso ao mercado cambial continuam a afectar a capacidade das empresas de importar matérias-primas, equipamentos e outros factores essenciais à produção, aumentando os custos operacionais e condicionando a continuidade das actividades.

A organização empresarial defende, por isso, uma maior coordenação entre a política monetária e a política fiscal, de modo a evitar medidas que possam agravar as pressões sobre a estabilidade cambial, a liquidez e o financiamento à economia.

A FDEM manifesta ainda apoio à orientação do Presidente da República, Daniel Chapo, de colocar a estabilidade cambial e financeira no centro da política monetária, associando-a ao relançamento da produção nacional, ao aumento das exportações e à melhoria do rendimento das famílias.

Para a Federação, a estabilidade macroeconómica não deve limitar-se ao controlo da inflação e à estabilidade do Metical, devendo também traduzir-se em maior disponibilidade de divisas, acesso ao crédito e melhores condições para as empresas produzirem e investirem.

Entre as prioridades apontadas ao novo Governador do Banco de Moçambique estão o reforço da estabilidade cambial, a melhoria do acesso das empresas às divisas, sobretudo para operações ligadas à produção e exportação, e a criação de melhores condições de crédito para as micro, pequenas e médias empresas.

A FDEM defende igualmente maior previsibilidade e transparência na gestão da liquidez, mais inclusão financeira e uma gestão prudente da dívida pública, alertando para a necessidade de evitar pressões adicionais sobre os recursos financeiros e cambiais disponíveis.

“A estabilidade económica duradoura” exige, segundo a Federação, uma economia produtiva, competitiva e capaz de gerar divisas.

A organização reiterou a sua disponibilidade para manter um diálogo permanente com o Banco de Moçambique e o Governo, com vista à procura de respostas para os actuais constrangimentos enfrentados pelo sector empresarial.

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