A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) deu mais um passo no seu processo de internacionalização, ao reforçar a sua presença institucional fora do continente africano, com a nomeação de um novo delegado no Brasil, numa estratégia de consolidação de redes empresariais e expansão de oportunidades de cooperação económica.
A decisão insere-se no esforço da Federação de aprofundar a diplomacia económica e criar pontes entre o empresariado moçambicano e mercados internacionais com elevado potencial de investimento, tecnologia e transferência de conhecimento.
Abraão Veloso nomeado delegado da FDEM no Brasil
De acordo com um comunicado da organização, a FDEM nomeou o empresário Abraão Veloso como seu delegado no Brasil, no âmbito do reforço da representação internacional e da dinamização da cooperação económica e empresarial entre Moçambique e aquele país da América do Sul.
O mandato do novo delegado estará orientado para o acompanhamento, promoção e desenvolvimento de iniciativas ligadas aos sectores de recursos minerais, transportes e agronegócio, entre outras áreas consideradas estratégicas para o crescimento económico, industrialização e geração de oportunidades para o empresariado moçambicano.
A organização considera estes sectores fundamentais no actual contexto de transformação económica global, marcado pela procura de novos modelos de industrialização, integração de cadeias de valor e diversificação produtiva.
Expansão consolida presença em três continentes
Com esta nomeação, a FDEM reforça a sua trajectória de internacionalização, passando a consolidar a sua presença e representação institucional em três continentes: África, América e Ásia.
Segundo a organização, esta expansão representa um marco na estratégia de posicionamento do empresariado moçambicano nos principais centros de decisão económica e debate internacional, com enfoque na criação de redes de cooperação, atracção de investimento e estabelecimento de parcerias estratégicas.
A FDEM sublinha que a sua presença multirregional visa também ampliar a capacidade de inserção das empresas moçambicanas em mercados globais, promovendo maior competitividade e acesso a novas oportunidades de negócio.
Relações Moçambique-Brasil no centro da estratégia
A organização destaca que o reforço das relações empresariais entre Moçambique e o Brasil poderá abrir novas oportunidades de intercâmbio em áreas como conhecimento técnico, inovação, investimento e desenvolvimento sustentável.
Os sectores de agronegócio, mineração e transportes são apontados como áreas prioritárias de cooperação, tendo em conta a experiência brasileira em cadeias produtivas integradas e modelos de industrialização em larga escala.
A FDEM considera que este tipo de parceria pode contribuir para acelerar processos de transformação económica em Moçambique, sobretudo através da criação de ligações directas entre empresários, investidores e instituições dos dois países.
Missão empresarial reforça diplomacia económica
A nomeação do delegado no Brasil está enquadrada numa missão empresarial liderada pelo Presidente da FDEM, Lineu Candieiro, que visa identificar e promover oportunidades concretas de negócio para Moçambique.
A missão pretende igualmente reforçar a diplomacia económica e consolidar a internacionalização do empresariado moçambicano, através de contactos institucionais e empresariais com actores estratégicos no Brasil.
A FDEM reafirma que continuará a trabalhar para garantir uma participação activa, qualificada e competitiva dos empresários moçambicanos nos principais debates internacionais sobre economia, industrialização e exploração sustentável de recursos naturais.
A organização entende que a integração em redes globais de negócios constitui um factor determinante para o fortalecimento do sector empresarial nacional e para a sua maior inserção nas dinâmicas da economia global.
A expansão da FDEM é enquadrada num contexto mais amplo de crescente necessidade de internacionalização das economias africanas, num cenário global marcado pela reconfiguração das cadeias de valor e pela competição por investimentos.
A organização considera que a consolidação de representações em diferentes continentes permitirá criar novas oportunidades para o empresariado moçambicano e reforçar o papel do sector privado no desenvolvimento económico do país.