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Ungulani Ba Ka Khosa participa no  “Ler: África – Ibero-América se leem –em Cabo Verde”

O mestre da literatura em Moçambique, Ungulani Ba Ka Khosa participa a partir desta quinta-feira no evento “Ler: África – Ibero-América se leem –em Cabo Verde”. O encontro tem como tema «Utopia como resistência. Resistência como utopia» e visa promover a literatura e fomentar a leitura, especialmente nas línguas portuguesa e espanhola na África, América Latina e Europa.

A iniciativa se realiza em Tarrafal ,Cabo Verde, nesta quinta sexta-feira, no Mercado da Cultura de Tarrafal, e coincide  com o encerramento da Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola (CILPE) da OEI, que também será realizada no país insular e que este ano trabalhará o multilinguismo e a interculturalidade para promover uma cidadania mais inclusiva e global.

O encontro que promoverá a literatura das duas regiões é Coorganizado pela Ana Paula Laborinho, diretora de Multilinguismo da OEI, Mário Lúcio, artista e ex-ministro da Cultura de Cabo Verde;  Inés Miret, consultora e diretora do Laboratório Emilia, José Castilho e Dolores Prades.

“A África tem 82 milhões de analfabetos e no Caribe há 32 milhões. O que essas pessoas leem? Como elas leem?”, refletiu Mário Lúcio durante a apresentação.

”A África é um continente de histórias, nascemos e crescemos contando histórias (…). Somos o que lemos, mas há muitas formas de ler e nós (África) queremos estar nesse diálogo com a Ibero-América”, destacou Mário Lúcio.

Ana Paula Laborinho, por sua vez, destacou o valor das redes que foram tecidas para tornar este seminário possível: “um sonho que se torna realidade este ano a partir da aposta que fizemos na OEI pelo diálogo entre as línguas, não apenas entre o espanhol e o português, mas também com as línguas indígenas da região”.

“Ler: África – Ibero-América se leem” se apresenta como um espaço para promover o diálogo transcontinental e o fortalecimento de redes internacionais, um encontro que reunirá escritores, editores, ilustradores, mediadores e responsáveis por políticas de leitura da África, América Latina e Europa, em um momento especialmente simbólico, pois coincide com o cinquentenário da independência de vários países africanos.

Sob o lema “Utopia como resistência. Resistência como utopia”, o encontro pretende consolidar um espaço para reivindicar o poder da palavra como ferramenta de emancipação, memória e justiça social. Por meio de seminários, workshops e atividades paralelas, será incentivada a cooperação cultural e exploradas novas formas de acesso ao livro e à leitura, com uma abordagem democrática, inclusiva e transformadora.

Com mais de 850 milhões de falantes, o espanhol e o português estão presentes nos cinco continentes e projetam-se como a comunidade bilíngue de maior crescimento para os próximos anos.

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