
A segunda-feira, nos arredores da cidade de Maputo, volta à carga das manifestações populares, desta vez com transportadores semi-colectivos a bloquearem a Av. Julius Nyerere, comprometendo a circulação de viaturas no troço Magoanine/Xiquelene. Lupa News apurou que os eventos de hoje têm como causa as péssimas condições da estrada, que pioraram após a queda de chuva. No passado o governo prometera que a rota estaria impecável e apetecível até meados de 2023, mas foi apenas promessa.
A rota Magoanine/Xiquelene é uma das mais caóticas dos arredores de Maputo com carros que normalmente circulam nas bermas da estrada para fintarem buracos em quantidade e qualidade no referente a destruição. A zona que fica entre as bombas de Xicanhanine e Hulene Expresso, passando pela Lixeira, apresenta um cenário de uma fotografia de pobreza que pode ganhar um óscar.
Há mais de cinco anos que a rota está assim: em permanente construção. Sucede que nunca mais termina. Os asfaltos parecem línguas estendidas desordenamento no início de Xiquelene assim como a partir da Rotunda de Magoanine. E prontos.
Uma notícia publicada em 2022 pelo jornal O País avançada que a reabilitação da Avenida Julius Nyerere, de Xiquelene até à Praça da Juventude, na Cidade de Maputo, estaria concluída até meados do próximo ano (neste caso de 2023). “Quer a Guerra Popular, quer a Julius Nyerere já estão na fase final, em que chamamos de resselagem, aquele tapete, que permite melhor mobilidade. Nós acreditamos que, ainda este ano, nós vamos ter as duas vias finalizadas e entregues para o uso dos munícipes”, disse, na altura, Alice de Abreu, como porta-voz do Município de Maputo.
Até ao momento a rota encontra-se em avançado estado de degradação. Com as manifestações introduzidas por Venâncio Mondlane que viraram moda, nesta segunda-feira os transportadores de passageiros decidiram paralisar as ruas. Lembre-se que na semana passada algumas rotas de Matola e na zona da Macia estavam paralisadas com os manifestantes que exigiam a redução dos preços dos produtos da primeira necessidade como arroz, óleo e sabão, mais tarde, com o governo a culpar às manifestações pelo elevado custo de vida..
Nesta segunda-feira era “muito difícil” circular na rota Magoanine e/Xiquelene, o que fez com que algumas actividades comerciais e empresariais ficassem paralisadas. Uma fonte que trabalha numa das farmácias de Magoanine teve que sair mais cedo e mudar de rota. Para chegar em Xiquelene teve que caminhar para Malhazine e de lá contornar via Benfica.
Na sexta-feira membros da Frelimo ouvidos por Lupa News sublinharam que o que está acontecer actualmente não são “manifestações” mas sim “convulsões sociais” ilegais e que estão desgraçando o País.