Jornalismo ao pormenor

Quelimane e UNI-Licungo de mãos dadas para estancar erosão, fenómeno que há longo prazo pode engolir a cidade

A autarquia de Quelimane e a  Universidade Licungo juntaram-se, recentemente, para um estudo conjunto que pretende, principalmente, encontrar soluções de estancar a erosão que está a engolir o bairro Murrupue e outras zonas da cidade.

No encontro que juntou professores, técnicos incluindo os representantes das duas instituições, Reitor da Uni-Licungo, Boaventura Aleixo, lembrou que a instituição que dirige tem a responsabilidade de  e compreender a espinha dorsal que condiciona o aumento do nível de erosão nas zonas de Quelimane e encontrar soluções para estancar o fenómeno.

“Estou confiante que teremos resultados, o nosso objetivo é que no final deste encontro, tenhamos um objecto para fazer face a intervenção do fenômeno. Outrossim, como universidades, temos que ter a capacidade de compreender os fenômenos e saber oque realmente esta acontecendo”, explicou.

O Presidente da Autarquia de Quelimane, Manuel de Araújo, sublinhou a erosão que devasta Murrupue está a preocupar não apenas os munícipes, como também as autoridades e requer intervenção de todas as forças, “se olharmos este fenômeno como pequeno um dia Quelimane vai desaparecer.”

“Recebi um vídeo sobre o corte da estrada que liga Quelimane – Inhassunge  e aqui em Quelimane se brincarmos com o fenômeno, a cidade poderá ser engolida porque é preciso compreendermos que o problema da erosão no bairro Murropue é urgente”, repetiu o autarca.

Manuel de Araújo lembrou que a erosão do bairro Murropue não só ameaça as instalações da Uni-Licungo, mas também o Hospital Central de Quelimane, Escola Secundária de Sangariveira, Primeira de Murropue, cemitérios para além de centenas de residências que foram engolidas pelas águas e com outras na sequência do fenômeno.

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