Jornalismo ao pormenor

Presidente de Vilankulo não recua mas volta a alertar: “receber fundos gota a gota compromete nossos planos enquanto Município”

Texto: Noa Cossa

No início do mandato o Presidente da Autarquia de Vilankulo, Quinito Vilanculo, curiosamente eleito pela lista da Renamo – partido da oposição,  denunciou sabotagem protagonizada por antigos funcionários, tendo sublinhado, na altura,  que o sistema informático de cobrança de receitas e impostos autárquicos foi sabotado incluindo o roubo de equipamento informático, lesando em mais de 26 milhões de meticais. Posteriormente houve a necessidade de mobilizar dinheiro  para a reposição do sistema.

O processo crime com quatro arguidos em liberdade sob termo de identidade e residência já está no Tribunal judicial de Vilankulo em um julgamento que no mês de Junho foi adiado para uma data a anunciar.

Apesar do cenário inicial adverso, o edil assegura que parte das dificuldades encontradas no início do mandato como a insuficiência de dinheiro para pagar salários, gestão de resíduos sólidos e outras actividades já foram ultrapassadas, “conseguimos ultrapassar parte das dificuldades e recuperamos alguns dados que foram apagados”, afirmou Quinito Vilanculo, em conversa ao Jornal News. No entanto, o autarca reconhece que o município que dirige está longe de alcançar a tão almejada sustentabilidade financeira e neste momento recorre a “arranjos” para pagar salários aos funcionários, “com o que conseguimos coletar dos munícipes estamos a nos virar à nossa maneira para garantir que não falte salário aos nossos funcionários” avançou Vilanculo.

Um dos principais entraves apontados pelo dirigente é o ritmo lento e irregular com que os fundos de apoio aos municípios, sobretudo o fundo de compensação autárquica tem sido desembolsado. “O dinheiro chega gota a gota e isso compromete os nossos planos enquanto município”, lamentou, sublinhado que a imprevisibilidade no desembolso dos fundos dificulta a execução de projectos estruturantes e a prestação de serviços essenciais à população.

A exiguidade de fundos tem impacto directo na infraestrutura local, por exemplo, actualmente a edilidade está trabalhar na abertura e terraplenagem de novas vias de acesso com a maquinaria da instituição por não dispor de verbas para a pavimentação.

“Dependemos do fundo de estradas, mas até agora não nos foi disponibilizado qualquer montante”, revelou o presidente alertando para o risco de intransitabilidade de alguma ruas durante a época chuvosa e ciclonica.

Lupa News sabe que na última semana a edilidade lançou a primeira pedra para a construção de um centro de saúde orçado em 16 milhões de meticais na zona de Chibuene com o prazo de execução de quatro meses para além de acções de sinalização rodoviária com intuito de reduzir os acidentes de viação.

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