
O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, lamentou que as ondas das manifestações, consequentes dos resultados pós-eleitorais, arrastaram consigo “mais de 17 mil postos de emprego”, e, igualmente, e “custou à economia cerca de 32,2 mil milhões de Meticais”, disse, durante a durante a sessão do Economic Briefing, ontem, quinta-feira, que partilhou o Índice de Robustez Empresarial, do Quarto Trimestre de 2024.
Na ocasião, Vuma explicou que a Confederação procedeu à avaliação preliminar das três primeiras fases das manifestações tendo apresentado o respectivo relatório em Dezembro último. A compilação mostra que o sector de comércio foi o mais afectado, sendo que as perdas totais e o impacto no PIB totalizaram cerca de 24,8 mil milhões de Meticais, cerca de 2,2% do PIB. Esta situação afectou negativamente as projecções do crescimento económico de 2024 que passaram a situar-se a 3,3%, bem abaixo dos 5,5% da previsão inicial.
O Presidente da CTA avançou que o clima de vandalizações e paralisações assistidas durante a quadra festiva do final do ano, nomeadamente nos dias 23, 24 e 25 de Dezembro, resultou em perdas estimadas em 7,4 mil milhões de Meticais, sendo que 56% destas perdas resultaram das vandalizações e os restantes 44% das constantes paralisações e redução da procura. “No geral, foram afectadas, de forma directa 260 empresas nas 3 primeiras fases e 695 empresas na última fase de Dezembro, totalizando 955. Destas, cerca de 51% sofreram vandalizações totais e/ou saques das suas mercadorias.”