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Guterres alerta para colapso financeiro iminente da ONU

Numa carta enviada a todos os Estados-membros o Secretário- Geral da ONU, António Guterres, alerta para um “colapso financeiro iminente” da organização face a redução de apoio por parte dos Estados Unidos da América (EUA).

A carta, obtida pela agência de notícias France-Press (AFP), apela aos países-membros para que “honrem integral e atempadamente as obrigações de pagamento” ou para que “revejam minuciosamente as regras financeiras” da organização.

Com hostilidade ao multilateralismo defendido pela ONU, os EUA reduziram, nos últimos meses, o financiamento a certas agências das Nações Unidas e recusaram ou atrasaram certos pagamentos obrigatórios.

“A decisão de não honrar as contribuições obrigatórias que financiam uma parte significativa do orçamento regular aprovado foi oficialmente anunciada”, lamentou Guterres, na missiva, sem especificar a que Estado ou Estados se referia.

Essas lacunas no orçamento aprovado obrigam a organização a congelar contratações, atrasar pagamentos ou reduzir missões.

“A trajectória actual não é sustentável. Ela expõe a organização a riscos financeiros estruturais e impõe uma escolha brutal: ou os Estados- membros concordam com uma revisão completa das nossas regras financeiras, ou devem aceitar a perspectiva muito real de um colapso financeiro”, escreveu o responsável máximo da ONU.

Para constarem na Lista de Honra deste ano, os Estados-membros devem efectuar a contribuição integral para o Orçamento Regular da ONU até 8 de Fevereiro de 2026.

A ONU enfrenta uma grave crise financeira, tendo sido severamente afectada por cortes de financiamento do maior doador, os EUA, após a posse de Donald Trump como Presidente, em Janeiro de 2025.

Apesar da carga de trabalho da ONU aumentar de ano para ano, os recursos estão a diminuir em todas as áreas. Além disso, nem todos os Estados-membros pagaram na totalidade as obrigações anuais e muitos também não pagaram a tempo

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