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Governo mantém data do arranque do Ano Lectivo, mas admite ajustes regionais

O Governo reafirmou esta terça-feira que o ano lectivo de 2026 deverá arrancar a 30 de Janeiro em todo o território nacional, mas admitiu a possibilidade de reavaliar a abertura das escolas nas regiões Sul e Centro do país, devido aos estragos causados pelas chuvas, cheias e inundações que destruíram infra-estruturas de ensino e transformaram várias escolas em centros de acolhimento de vítimas.

A reafirmação do Governo de que o ano lectivo de 2026 deverá arrancar a 30 de Janeiro em todo o território nacional surge num momento em que o calendário escolar colide frontalmente com a realidade de um país em situação de calamidade. Embora o Executivo sustente a manutenção da data oficial, admite, pela primeira vez de forma explícita, a necessidade de reavaliar o cenário concreto nas regiões sul e centro, onde várias escolas foram destruídas ou transformadas em centros de acolhimento de vítimas das chuvas, inundações e cheias, particularmente nas províncias de Maputo e Gaza.

A posição foi tornada pública pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no final da I Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, na qual a preparação do arranque do ano lectivo foi tratada como dossiê sensível, precisamente porque milhares de alunos e professores se encontram deslocados, longe das suas escolas, e algumas infra-estruturas educativas perderam, ainda que temporariamente, a sua função pedagógica para se converterem em espaços de emergência humanitária.

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