
O Porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, disse, nesta tarde, instantes depois da 4ª Sessão do Conselho de Ministros (CM), que o actual custo de vida, marcado pela subida de preço de produtos de primeira necessidade é “uma consequência previsível” das manifestações pós-eleitorais, que decorrem desde Outubro do ano passado. Impissa reagia à paralisação da Estrada Nacional N1, na Macia e de alguns troços na Cidade da Matola, que, ontem, marcaram o arranque da semana laboral.
“Tomo esta oportunidade para partilhar um raciocínio com toda a população, que, de facto, o aumento de custo de vida era uma consequência previsível das manifestações.”
Impissa foi concreto na sua explicação, ao trazer o exemplo da Cidade da Matola. “Pelo menos no raio onde esta acção da paralisação aconteceu [na Matola] percebemos que toda componente da infra-estrutura de carácter comercial ao nível da cidade da Matola: todas as barracas, os restaurantes, os bares, salão de cabeleireiro, armazéns entre outras infraestruturas económicas que faziam parte do lençol comercial daquela zona foram completamente destruídas.”
Com efeito “as populações que viviam mesmo na circunvizinhança não precisavam apanhar chapa (transporte público) para comprar 1kg de arroz, 1l de óleo, 1kg de açúcar. Hoje, com o mesmo dinheiro que compravam, na altura, no seu mercado aproximado precisam apanhar chapa gastando um dinheiro que não precisavam de gastar porque o mercado estava um pouco mais próximo de casa. Hoje, o custo de vida aumentou um pouco mais porque para além de buscar dinheiro para comprar comida tem de ter dinheiro para chapa, que já não precisava na altura quando o mercado estava próximo”, argumentou, falando a imprensa.
Isto significa que “quanto mais destruímos, quanto mais dilaceramos a economia, o custo de vida vai ser mais alto.” Para o Giverno, “os armazenistas hoje não estão a reabastecer, por exemplo, os seus armazéns com o receio que a população vá lá destruir, saquear e ninguém investiria sabendo que na hora seguinte seriam naturalmente assaltados ou agredidos e retirados os seus bens”, explicou o porta-voz do Governo.
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