
GEZANI pode atingir Moçambique como ciclone tropical no dia 13
INAM alerta para ventos até 170 km/h e chuvas intensas em Sofala, Inhambane e Gaza
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu, às 22h de 11 de Fevereiro de 2026, um aviso meteorológico sobre a evolução da Tempestade Tropical Moderada “GEZANI”, que poderá atingir a costa moçambicana na categoria de ciclone tropical já no próximo dia 13.
De acordo com o INAM, às 20h de ontem o epicentro do sistema localizava-se nas coordenadas 19.0 graus Sul de latitude e 43.5 graus Leste de longitude, no Canal de Moçambique. O fenómeno registava ventos médios de 65 quilómetros por hora, com rajadas até 95 quilómetros por hora, apresentando tendência para intensificação nas próximas horas.
As projecções indicam que o sistema poderá evoluir para Tempestade Tropical Severa e, posteriormente, atingir a costa nacional como Ciclone Tropical, com ventos médios na ordem de 120 quilómetros por hora e rajadas máximas que podem alcançar 170 quilómetros por hora. O fenómeno deverá ser acompanhado de chuvas fortes e trovoadas severas.
As áreas consideradas de maior risco incluem província de Sofala:Distritos de Machanga e Búzi. Cidades da Beira e Dondo
Província de Inhambane nos distritos de Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Massinga, Morrumbene, Homoíne, Jangamo, Inharrime e Zavala. Cidades de Maxixe e Inhambane.
Província de Gaza distritos de Mandlakazi, Chongoene e Limpopo. Cidade de Xai-Xai.
O INAM recomenda o acompanhamento permanente dos comunicados oficiais e a adopção de medidas preventivas, sobretudo nas zonas costeiras e ribeirinhas, onde o impacto combinado de ventos fortes, precipitação intensa e possível agitação marítima poderá agravar o risco de inundações, quedas de infra-estruturas e interrupções no fornecimento de energia.
A possibilidade de GEZANI evoluir de tempestade moderada para ciclone tropical em menos de 48 horas coloca pressão adicional sobre os mecanismos de preparação e resposta, sobretudo nas províncias historicamente vulneráveis a sistemas tropicais.
O fenómeno insere-se na actual época ciclónica do Sudoeste do Oceano Índico, período que tradicionalmente exige elevado nível de vigilância por parte das autoridades e das comunidades costeiras.
O INAM continuará a monitorar a trajectória e intensidade do sistema, podendo emitir novos avisos a qualquer momento.