
Detenções ordenadas pelo Ministério Público resultam de investigações sobre alegados esquemas de sobrefacturação e gestão danosa na companhia aérea estatal, segundo informações divulgadas pelo CanalMoz.
O Ministério Público ordenou, na manhã desta quinta-feira, a detenção de três antigos gestores da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no âmbito de investigações relacionadas com alegados esquemas de corrupção e má gestão de fundos na empresa pública.
De acordo com informações avançadas pelo portal CanalMoz, os mandados de captura abrangem Pó Jorge, antigo director-geral da companhia, Hilário Tembe, que até há poucas semanas exercia funções de director operacional, e Eugénio Mulungo, responsável pela tesouraria.
Segundo a mesma fonte, o Gabinete Central de Combate à Corrupção já havia notificado previamente a LAM sobre a iminência da detenção de Hilário Tembe, recomendando o seu afastamento das funções de “Account Manager”. O gestor acabaria por ser exonerado dias depois, sem explicações públicas por parte da empresa.
As investigações incidem, entre outros aspectos, sobre um alegado esquema envolvendo serviços de catering, no qual, ainda de acordo com o CanalMoz, gestores autorizavam pagamentos que duplicavam os valores facturados — com despesas reportadas na ordem de 7 milhões de meticais a serem liquidadas por cerca de 15 milhões, sem justificações aparentes.
Fontes citadas pelo mesmo órgão indicam ainda que existem pelo menos cinco processos abertos, todos acompanhados de mandados de captura emitidos por um juiz, sendo expectável que outras detenções venham a ocorrer nas próximas horas.