
Um camião lotado de caixas de bebidas espirituosas de fabrico nacional e seu respectivo motorista, estiveram detidos, nesta semana na primeira esquadra da Cidade da Matola.
Trata-se de um camião pertencente a uma empresa de transporte de nome TCR Transportes, com matrícula duvidosa, sendo que a matrícula de frente ostenta o número ANU 350 MP, enquanto que a traseira, ostenta o AG 929 MC.
Segundo alguns moradores ouvidos pela nossa equipa de reportagem, o referido camião foi apreendido no último domingo, totalmente carregado de caixas de bebidas espirituosas, alegadamente fabricada, na Cidade da Matola, mais concretamente no bairro de Tchume.
As nossas fontes desconfiam que a mercadoria pertence a “bosses” da nomenclatura, que pretendiam inundar o mercado nacional com bebidas espirituosas de origem duvidosa nessa quadra festiva, entretanto, sonegando o fisco ao Estado.
De acordo com alguns populares que falaram em condição de anonimato, as caixas de bebidas começaram a ser descarregadas na primeira esquadra desde o ultimo domingo e só terminaram, no final do dia da segunda feira, sob presença de um forte aparato policial.
“O motorista estava preso, e só permitiram a visita da família. Até então não se conhece o proprietário da bebida, mas ouvimos de alguns agentes que a bebida é produzida no Tchume, são essas xivotxongos que o governo diz estar a combater, enquanto são eles mesmo que produzem para matar os nossos jovens”, desabafou uma mãe que ocultamos sua identidade por motivos de segurança.
A nossa equipa de reportagem presenciou nesta segunda-feira, no período de manhã a descarga das bebidas, na primeira esquadra da Cidade da Matola, entretanto, o camião só foi retirado da esquadra nesta terça-feira, não se conhecendo a sorte do motorista nem sobre a identidade do proprietário.
Um dado curioso, é entrada, nessa quadra festiva e no mercado nacional de bebidas espirituosas de fabrico nacional, em condições obscuras, concretamente na cidade da Matola e outros bairros periféricos da cidade de Maputo, que rendem bilhões aos seus proprietários, sob olhar cúmplice do Estado, enquanto exército de jovens continua com destino destruído pelo alcoolismo que já atingiu proporções alarmantes.