
Foram conhecidos, esta quinta-feira, em Maputo, os grandes vencedores do Prémio de Jornalismo MISA Moçambique, um concurso realizado no âmbito da primeira edição do Fórum de Media. A gala de premiação, organizada pelo MISA Moçambique e seus parceiros, teve como objectivo reforçar o papel essencial da comunicação social no fortalecimento da democracia e na defesa dos direitos fundamentais no país.
Na categoria de Jornalismo Investigativo – “Liberdade de Imprensa”, o grande prémio foi atribuído aos jornalistas Argunaldo Nhampossa e Raul Senda, do semanário Savana, pela reportagem que denuncia a crise no sector das pescas em Moçambique, expondo um esquema de influência política, exploração ilegal e consequências socioeconómicas devastadoras; na categoria de Jornalismo e Direitos Humanos, a distinção foi para Julieta Zucula, da STV, pela reportagem que revela o drama das famílias moçambicanas que vivem em condições de extrema pobreza e não recebem o subsídio de assistência social; já para o prémio Jornalismo Económico e Negócios, o vencedor foi Daniel Lucas, da MIRAMAR, com uma reportagem que analisa os efeitos da subida sistemática dos preços dos combustíveis sobre a economia moçambicana ao longo dos últimos 10 anos; e por fim, Jornalismo Ambiental e Diversidade, destinado ao jornalista Pilatos Munguambe, da Sociedade de Notícias, laureado pela reportagem que aborda os avanços e desafios da conservação da tartaruga marinha em Moçambique.
A cerimónia foi também palco da entrega dos prémios das reportagens vencedoras do concurso lançado pelo Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD) em parceria com o MISA Moçambique, sobre Justiça Fiscal e Fluxos Financeiros Ilícitos e Transição Energética. Na primeira categoria, foram premiados Caetano Alberto, da Rádio Moçambique, e António Ndzimba, do jornal Géneros. Entretanto, na categoria sobre Transição Energética, o júri não conseguiu encontrar nenhum trabalho que atendesse aos critérios exigidos.