Jornalismo ao pormenor

Cheias causam prejuízos de 313 milhões à EDM

Os prejuízos provocados pela destruição da infra-estrutura eléctrica durante as cheias estão estimados em 313 milhões de meticais, um valor que, segundo a Electricidade de Moçambique (EDM), não reflecte os custos associados ao não fornecimento de energia.

A empresa afirma que a prioridade imediata é a resposta de emergência, prevendo que, em várias zonas, o fornecimento possa ser restabelecido no prazo de uma semana, à medida que as águas forem baixando.

Paralelamente, está em preparação um plano de reabilitação estrutural, orientado não apenas para reparar, mas para reconstruir a rede de forma mais resiliente a futuros eventos extremos. “Falamos de uma reabilitação de raiz, para que a infra-estrutura não volte a cair perante cheias semelhantes”, explicou o director de distribuição da EDM, Luís Amado.

Num cenário agravado por actos de vandalização, que custam, em média,  à empresa  125 milhões de meticais por ano, a EDM reconhece que parte dos recursos inicialmente destinados à expansão do acesso à energia está a ser canalizada para a emergência. Ainda assim, garante que o programa Energia para Todos se mantém como meta estratégica, condicionada, porém, a apoio adicional do Governo e parceiros.

Enquanto isso, nas zonas urbanas, sobretudo na cidade de Maputo, multiplicam-se avarias na baixa tensão, com milhares de ocorrências activas. A empresa afirma ter mobilizado todas as equipas, incluindo as de expansão, para uma resposta contínua, numa corrida contra o tempo em que repor a electricidade passou a significar também restituir condições mínimas de segurança, assistência e dignidade às populações afectadas.

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