
O presidente da Frelimo, Daniel Chapo, afirmou esta quinta-feira, em Maputo, que as manifestações pós-eleitorais que se registam desde Outubro passado são parte de uma “estratégia global” para acabar com os movimentos de libertação da África Austral.
“As últimas eleições de 09 de Outubro (…) foram disputadas numa conjuntura marcada por fortes pressões endógenas e exógenas, visando a todo custo afastar a Frelimo do poder, no quadro de uma estratégia global de acabar com os partidos ou antigos movimentos de libertação nacional em toda a região da África Austral”, declarou Daniel Chapo na abertura da IV sessão ordinária do Comité Central da Frelimo, que vai decorrer durante três dias na Matola, arredores de Maputo.
No entanto, Chapo pediu uma análise profunda do partido para identificar as “verdadeiras causas” das manifestações pós-eleitorais. “As manifestações violentas, ilegais e criminosas levadas a cabo por um certo candidato derrotado, claramente identificado, devem ser matéria de análise franca e desapaixonada sobre as verdadeiras causas. Para que essa análise nos conduza a um caminho do restabelecimento da estabilidade política efectiva e duradoura, é fundamental reconhecer que, para além de factores externos, precisamos fazer uma introspecção dentro do nosso partido para identificar e corrigir eventuais desvios e falhas”, pediu.
Daniel Chapo foi oficialmente declarado vencedor das eleições de 09 de Outubro pelo Conselho Constitucional, tornando-se como quinto Presidente da República de Moçambique, num contexto de forte contestação e agitação social, em protestos convocados pelo então candidato presidencial Venâncio Mondlane.