Depois da África do Sul e Angola, líder moçambicano participa na Primeira Conferência Internacional sobre os PALOPs, a convite da Casa de Moçambique
O Presidente do Partido Nova Democracia (ND), Salomão Muchanga, desloca-se a Portugal entre os dias 19 e 23 de Outubro de 2025, para participar na Primeira Conferência Internacional sobre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs), inserida nas celebrações dos 50 anos das independências africanas.
O convite partiu da Casa de Moçambique em Portugal, instituição promotora do encontro que reunirá líderes políticos, académicos e representantes da sociedade civil dos países lusófonos.
A conferência, agendada para o dia 21 de Outubro, marca meio século desde que os PALOPs conquistaram o seu direito à soberania nacional – uma vitória histórica alcançada à custa de sacrifício, coragem e sangue.
Para Muchanga, a participação no evento simboliza “um acto de reverência à memória dos povos heróis da luta de libertação”, reafirmando, segundo o político, o compromisso com a paz efectiva, a democracia, a dignidade humana e o desenvolvimento sustentável.
Durante a sua estada em território português, o líder da Nova Democracia manterá encontros com políticos, empresários e diplomatas, reforçando o diálogo entre Moçambique e as comunidades lusófonas.
Muchanga acredita que o jubileu dos 50 anos “renova o espírito de unidade e solidariedade entre países irmãos, unidos pela língua portuguesa e por uma história de resistência e autodeterminação”.
Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs) – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe – conquistaram as suas independências entre 1973 e 1975, após longas lutas de libertação contra o domínio colonial português.
O cinquentenário que agora se celebra representa não apenas a memória das lutas anticoloniais, mas também uma oportunidade para avaliar o percurso político, económico e social destas nações nas últimas cinco décadas.
Entre conquistas e desafios, os PALOPs continuam a enfrentar dilemas comuns – desde a consolidação democrática e a boa governação, até à integração regional e à afirmação global das suas identidades culturais e linguísticas.
Para líderes como Salomão Muchanga, as comemorações dos 50 anos são também um momento de reflexão sobre o futuro do continente: “Celebrar a independência é reconhecer o passado, mas sobretudo preparar a nova etapa de emancipação económica e cidadã”, defende o político moçambicano.
A Primeira Conferência Internacional sobre os PALOPs terá lugar em Lisboa, sob o lema “Meio Século de Independência: Memória, Cooperação e Futuro”. O evento reunirá figuras de destaque do espaço lusófono, incluindo representantes de governos, partidos políticos, universidades e organizações internacionais.
Entre os confirmados estão académicos das Universidades de Lisboa e Coimbra, diplomatas da CPLP, representantes da Comunidade Moçambicana em Portugal, bem como personalidades políticas de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau.
Nova Democracia: o rosto da oposição emergente
Fundada em 2009, a Nova Democracia (ND) posiciona-se como uma força política reformista e crítica do status quo, defendendo uma governação transparente, baseada na ética pública, no mérito e no diálogo inclusivo.
Sob a liderança de Salomão Muchanga, o partido tem procurado consolidar a sua influência junto dos jovens, da sociedade civil e da diáspora moçambicana.
Nos últimos anos, Muchanga tem assumido um papel cada vez mais visível no debate político nacional e continental, participando em fóruns sobre democracia, juventude e desenvolvimento sustentável.
Com esta participação em Lisboa, o líder Muchanga reforça a presença da Nova Democracia no espaço político lusófono e reafirma o papel de Moçambique na reflexão sobre o destino dos PALOPs, 50 anos após as independências.