Presidente da República destaca Luísa Diogo como “mulher que abriu caminhos” e referência do Estado moçambicano

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou, nesta sexta-feira, em Maputo, que Luísa Dias Diogo “não foi apenas uma antiga governante, mas uma construtora do Estado e uma referência moral da Nação”, sublinhando que Moçambique se despede de “uma mulher cuja vida foi serviço, foi Estado e foi História”. Falando durante as exéquias da antiga Primeira-Ministra, o Chefe do Estado declarou que o país “inclina a bandeira e o coração” perante uma figura que marcou decisivamente a administração pública, a governação e o papel da mulher na liderança política.

No seu elogio fúnebre, o Presidente percorreu o trajecto pessoal, académico e político de Luísa Diogo, desde a infância em Tete até à ascensão aos mais altos cargos do Estado, realçando a sua formação em Economia, o percurso no Ministério das Finanças e o papel central que desempenhou nas reformas económicas do país. Sublinhou que Luísa Diogo esteve “no centro da travessia histórica” de Moçambique, num período marcado pela reconstrução pós-guerra, estabilização institucional e reintegração do país na economia global.

O estadista destacou, igualmente, a dimensão simbólica da sua nomeação como primeira mulher Primeira-Ministra de Moçambique, em 2004, apontando-a como marco na afirmação da mulher moçambicana na governação. Enalteceu a sua liderança serena, o compromisso com a redução da pobreza, a mobilização de apoio internacional e a promoção da igualdade de género, frisando que “onde muitos viam números, Luísa Diogo via pessoas e futuro”. Para o Presidente, o legado da antiga governante “permanece nas instituições que ajudou a erguer, nas mulheres que inspirou e na consciência colectiva do país”.

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