A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) registou prejuízos superiores a 600 milhões de meticais em resultado de actos de vandalização ocorridos entre o final de 2024 e o início de 2025, esclareceu o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Constantino Gode.
Segundo a empresa, o valor divulgado não inclui ainda os danos provocados pelas cheias e inundações do ano em curso, uma vez que o apuramento técnico dos impactos climáticos continua em andamento.
“Ainda não temos uma estimativa definitiva dos danos resultantes das cheias deste ano, pois o processo de avaliação técnica está em curso”, indicou a REVIMO, sublinhando que os números agora avançados dizem exclusivamente respeito aos prejuízos causados por vandalizações.
De acordo com o PCA da REVIMO, os actos de vandalização têm afectado principalmente sistemas de iluminação pública e equipamentos eléctricos associados à infra-estrutura rodoviária, com destaque para o troço entre Tondo e a cidade da Beira, na província de Sofala.
A empresa refere que estas ocorrências agravam os custos operacionais, comprometem a segurança rodoviária e dificultam a preservação das infra-estruturas, sobretudo em zonas já vulneráveis a eventos climáticos extremos.
Em resposta, a REVIMO afirma estar a reforçar a coordenação com as autoridades competentes, bem como a investir na protecção dos postos de transformação e outros equipamentos sensíveis, com vista a reduzir a recorrência destes actos.
Paralelamente aos desafios colocados pela vandalização e pelas cheias, a REVIMO decidiu antecipar a manutenção periódica da estrada Beira–Machipanda, uma intervenção que, nos termos do contrato de concessão, deveria ocorrer apenas a partir de 2028.
Segundo Constantino Gode, a decisão resulta da identificação de patologias precoces na infraestrutura, associadas à exposição contínua a fenómenos naturais como ciclones, cheias e inundações.
A gestão rodoviária da concessionária assenta em três níveis de intervenção: manutenção de rotina, realizada diariamente; manutenção periódica, prevista de oito em oito anos; e reabilitação, programada para ciclos de 15 anos.
Relativamente às cheias do ano em curso, a REVIMO afirma que as equipas técnicas continuam no terreno a avaliar os impactos sobre as infra-estruturas rodoviárias sob sua gestão, não havendo ainda números consolidados sobre os prejuízos financeiros.