O Governo decretou dois dias de Luto Nacional pela morte de Luísa Dias Diogo, antiga Primeira-Ministra de Moçambique, cujo corpo chega ao país esta quarta-feira, após ter falecido em Portugal, vítima de doença. O funeral oficial realiza-se a 23 de Janeiro de 2026, data a partir da qual o luto será observado em todo o território nacional.
A decisão foi tomada na primeira sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada a 20 de Janeiro, que aprovou a resolução que estabelece a realização de exéquias oficiais e a observância do luto a partir das zero horas do dia do funeral.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, explicou que a medida visa honrar o legado político e institucional de Luísa Diogo, sublinhando o seu contributo para a consolidação da governação e para o desenvolvimento do país.
A chegada do corpo ao território nacional marca o início das cerimónias fúnebres oficiais, que deverão mobilizar instituições do Estado e diversas figuras da vida pública, conferindo ao funeral a dimensão de acto de Estado.
Para além do seu carácter protocolar, a proclamação do luto nacional traduz o reconhecimento formal do Estado pelo papel desempenhado por Luísa Diogo ao longo da sua carreira governativa, associada a um período de afirmação institucional, gestão económica e reforço da presença de Moçambique no espaço regional e internacional.
O momento reveste-se, assim, de um duplo significado: por um lado, o anúncio objectivo de uma decisão governamental; por outro, a inscrição da morte da antiga Primeira-Ministra no plano da memória política nacional, como figura cuja trajectória ultrapassou o exercício de funções para se fixar como referência na história recente do Executivo.