O líder da Nova Democracia (ND) critica a forma de como o Governo da Frelimo está a conduzir o País, levando-o ao abismo e exorta para a necessidade de refundar o Estado, que está em overdose e não manifesta sinais urgentes de cura.
Salomão Muchanga que falava em exclusivo ao Lupa News, disse que “o regime cessou a sua personalidade moral e o Estado moçambicano está numa situação de overdose. Resultado de Governos sucessivamente esquisitos e insensíveis. Para não variar , hoje o país está em suspense.”
Para Muchanga, Moçambique precisa de uma liderança pujante e agenda e alianças que tenham o objectivo de tirar o País do caos a que foi projectado, que tem como um dos sinais as manifestações consequentes da crise pós-eleitoral. “Esta rebeldia que se vive hoje é contra os monopólios exuberantes de uma gang que assaltou o Estado e distribuí sofrimento a cada família moçambicana diante de tanta riqueza nacional e hipoteca sonhos de gerações inteiras.”
Actor relevante da política moçambicana e actualmente fazendo parte de uma lista restrita de partidos que juntamente com o Presidente da República estão na mesa de diálogo para pacificação, harmonia e desenvolvimento, em conversa ao Lupa, Muchanga avança que há crise em quase tudo e confiança em quase nada e “temos hoje de refundar o Estado e dotar as instituições de competências democráticas e trabalhar para a inclusão e reconciliação nacional e avançando com reformas profundas no país até antes das próximas eleições, encarando a Democracia como fim prioritário da liberdade.”
Aliás, “estamos no diálogo (político) para defender o povo antes que seja tarde demais e para que as gerações seguintes não nos atirem pedras. Nós pedimos emprestado este país às gerações vindouras temos de lhes deixar um legado suave. A pátria precisa do sacrifício sincero e genuíno de todos seus filhos. Na Revolução não há inúteis.”
Salomão Muchanga explicou que a Republica de Moçambique, “de todos nós, não pode continuar assunto de alguns. Os Moçambicanos têm de participar na discussão, gestão e controlo do seu destino.”
Muchanga explicou que a razão superior do diálogo é abrir portas e portões secularmente fechados e paralisar “o Estado agiota que só faz prosperar a pobreza e exclusão. Temos de lembrar que a pobreza e exclusão em Moçambique tem nome e é Frelimo.”