Por Noa Cossa
Uma nota: na noite desta quarta-feira, 12 de Novembro, o Presidente do Município explicou que o executivo que dirige vai pagar a factura corrente com um acréscimo de 100 mil Meticais e vai proceder desta forma mensalmente até liquidar por completo a dívida.
A Electricidade de Moçambique (EDM) procedeu ao corte do fornecimento de energia elétrica nos principais pontos de captação e distribuição de água do município de Vilankulo, em consequência de uma dívida acumulada de mais de 1,2 milhões de Meticais, referente aos últimos nove meses.
A medida, tomada na segunda-feira, deixou centenas de famílias sem acesso à água fornecida pela empresa municipal, agravando o já antigo problema da má qualidade dos serviços prestados. Segundo o Presidente do Município de Vilankulo, Quinito Vilanculo, a EDM esclareceu que a religação da energia só será possível após o início da liquidação da dívida.
“A EDM só vai religar a energia e retomarmos o fornecimento de água se iniciarmos a liquidação da dívida”, avançou o autarca.
Entretanto, Quinito Vilanculo revelou ter alcançado um entendimento com a empresa de fornecimento de energia elétrica para a liquidação faseada da dívida. “Acordamos um mecanismo para a liquidação faseada da dívida”, declarou o edil.
O presidente apelou ainda à paciência e colaboração dos munícipes, pedindo que cumpram com o pagamento das suas faturas de água, sublinhando que apenas dessa forma será possível garantir a sustentabilidade do sistema e assegurar o pagamento da dívida.
“Só temos essa saída, fora essa não temos outra alternativa”, reforçou Vilanculo.
A edilidade anunciou que vai retomar a gestão do sistema municipal de abastecimento de água, anteriormente sob tutela da Companhia de Água e Saneamento (CAS), numa clara tentativa de melhorar a prestação de serviços ao cidadão. “Pedimos desculpas aos nossos respeitados munícipes pela demora na recuperação do sistema, mas queremos assegurar que melhores dias estão por vir”, assegurou Quinito Vilanculo.
Nos últimos anos, o sistema esteve sob gestão da CAS, período marcado por constantes reclamações devido às falhas na prestação do serviço. Face a este cenário de insatisfação pública, a edilidade decidiu retirar a gestão à empresa e criar uma comissão municipal de transição, responsável por assegurar o fornecimento regular de água até que a transição esteja concluída.
Em contacto com os funcionários da CAS, o presidente do município constatou diversas anomalias na gestão do sistema de abastecimento de água, incluindo a falta de pagamento de salários há três meses, ausência de contribuições para o INSS e uma dívida astronómica com a EDM, que culminou no corte de energia elétrica e consequente interrupção do fornecimento de água.
“Há muita coisa que não estava bem nesta empresa que geria o sistema municipal de abastecimento de água: não paga salários, não paga energia para o funcionamento do próprio sistema, e não se sabe para onde foi o valor cobrado aos clientes nesses meses”, denunciou Quinito Vilanculo.
Neste momento, a edilidade procura soluções para resolver a situação com a colaboração dos munícipes, de forma a garantir a retoma do fornecimento de energia elétrica e restabelecer o abastecimento regular do precioso líquido na autarquia.
Na noite desta quarta-feira, 12 de Novembro, o Presidente do Município explicou que o executivo que dirige vai pagar a factura corrente com um acréscimo de 100 mil Meticais e vai proceder desta forma mensalmente até liquidar por completo a dívida.