Dos ODS: Governo defende inclusão em todos os níveis para acelerar o desenvolvimento do País

Salim Valá diz que distritos e municípios devem ter voz activa nas decisões sobre o futuro de Moçambique

O Governo moçambicano defende que o desenvolvimento do País deve ser feito com inclusão a todos os níveis, garantindo que distritos, municípios, sociedade civil e sector privado participem activamente nas decisões sobre o futuro do País.

A posição foi defendida esta quinta-feira, na Matola, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, durante o Workshop Nacional de Validação Técnica dos Relatórios de Revisão Local Voluntária dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo o governante, o modelo de desenvolvimento defendido pelo Executivo aposta na participação de todos os actores da sociedade, desde o nível local até ao nacional.

 “O processo de desenvolvimento deve ser conduzido de forma transparente, inclusiva e orientada para resultados sustentáveis”, afirmou.

Para o Governo, os relatórios agora validados são importantes porque permitem conhecer a realidade concreta das populações em cada território, ajudando a melhorar as decisões públicas.

Na prática, estes relatórios mostram: as condições de vida das comunidades, os níveis de pobreza e desigualdade, e os principais desafios locais.

Com base nesses dados, o Executivo pretende melhorar a planificação, a distribuição do orçamento e a execução de políticas públicas.

Durante o discurso, Salim Valá destacou que as políticas do Governo estão focadas em: reduzir a pobreza, criar empregos de qualidade, diminuir desigualdades sociais e regionais, e promover crescimento económico inclusivo.

O governante sublinhou que estes esforços fazem parte da implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas e da agenda de desenvolvimento da União Africana.

O processo conta com a participação de várias forças da sociedade, incluindo: Governo, Assembleia da República, sociedade civil, sector privado, academia, e parceiros internacionais.

Os relatórios foram testados em três províncias piloto: Nampula, Manica, e Maputo, abrangendo seis distritos e municípios.

Base para avaliação nacional em 2026

Os dados recolhidos nestes territórios vão alimentar a segunda avaliação nacional de Moçambique sobre os ODS, prevista para o presente ano, que será apresentada nas Nações Unidas.

Para o Governo, este processo representa um passo importante para tornar o desenvolvimento mais equilibrado, mais justo e mais próximo das necessidades reais da população.

O Executivo reiterou o compromisso de continuar a trabalhar com todos os sectores da sociedade para garantir que o crescimento do país seja inclusivo e sustentável.

 “O nosso objectivo é construir um País onde ninguém fique para trás”, reforçou o ministro.

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