Pelo menos 110.100 clientes encontram-se sem fornecimento de energia eléctrica nas províncias de Gaza e Maputo, na sequência das cheias e inundações registadas em Janeiro de 2026, informou a Electricidade de Moçambique (EDM) no seu ponto de situação actualizado, válido entre as 12h do dia 28 e as 12h do dia 29 de Janeiro.
De acordo com a EDM, a província de Gaza é a mais afectada pelas intempéries. Só na cidade de Chókwè, 88.500 clientes continuam sem corrente eléctrica, enquanto na Baixa de Xai-Xai e parte do distrito de Chibuto o número de afectados ascende a 13.500 clientes. Nestas zonas, as redes de Baixa e Média Tensão, bem como os Postos de Transformação, permanecem submersos, tendo sido desligados por razões de segurança das populações.
Ainda em Gaza, os distritos de Mabalane, Guijá e Chongoene encontram-se igualmente sem fornecimento de energia eléctrica, situação que afecta cerca de 2.500 clientes.
Na cidade e província de Maputo, as restrições no abastecimento de energia atingem 5.600 clientes localizados nas zonas de Chinavane, Hulene e Mahotas.
Danos avaliados em mais de 313 milhões de meticais
Segundo a avaliação preliminar da EDM, os danos causados pelas cheias às infra-estruturas eléctricas e edifícios da empresa estão estimados em cerca de 313 milhões de meticais, valor que poderá sofrer alterações à medida que for possível aceder às infra-estruturas afectadas para uma avaliação mais detalhada.
Em termos técnicos, a EDM registou a submersão de 1.203 quilómetros de linhas de Média Tensão, dos quais 158 quilómetros em Xai-Xai e 1.045 quilómetros em Chókwè. No que respeita à Baixa Tensão, encontram-se submersos 941 quilómetros, sendo 168 quilómetros em Xai-Xai e 773 quilómetros em Chókwè.
Foram igualmente afectados 205 Postos de Transformação, distribuídos entre 79 em Xai-Xai e 126 em Chókwè. A EDM refere ainda a existência de infra-estruturas totalmente destruídas, com destaque para a cidade de Chókwè, onde foram registados 9 quilómetros de Média Tensão, 28 quilómetros de Baixa Tensão e 10 Postos de Transformação destruídos.
A empresa assegura que continua a acompanhar a evolução da situação no terreno e que a reposição do fornecimento de energia eléctrica será feita de forma progressiva, assim que estiverem reunidas as condições de segurança e acesso às zonas afectadas.