Carteira profissional passa a ser a principal prova para distinguir agentes do SERNIC

Da segurança pública à identificação criminal

A instituição revela que indivíduos têm usado indevidamente carteiras profissionais para se fazerem passar por investigadores criminais e orienta a população a exigir sempre a identificação dos agentes durante abordagens. Documento oficial tem cor castanha, logotipo do SERNIC, fotografia, código de barras e outros elementos de validação.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) lançou um alerta aos cidadãos moçambicanos para exigirem sempre a identificação profissional dos agentes durante qualquer abordagem, numa altura em que a instituição denuncia o uso indevido de carteiras profissionais por indivíduos que se fazem passar por investigadores criminais.

A orientação foi transmitida pela porta-voz do SERNIC, Enina Tsinine, que explicou que todos os agentes da instituição têm a obrigação legal de apresentar a sua carteira profissional sempre que interpelam cidadãos no exercício das suas funções.

Segundo a responsável, o alerta surge depois de a instituição registar situações em que pessoas não autorizadas recorrem a documentos falsificados ou utilizados de forma indevida para se apresentarem como membros do SERNIC.

“Temos sido alvos, nos últimos momentos, do uso de carteiras profissionais do SERNIC por indivíduos”, afirmou Enina Tsinine, sublinhando que a população deve estar informada sobre os elementos que permitem distinguir uma identificação verdadeira de uma falsa.

De acordo com a porta-voz, a carteira profissional do SERNIC possui características específicas de segurança. O documento apresenta cor castanha, contém o logotipo da instituição no interior e inclui informações pessoais do agente, fotografia e um código de barras associado ao perfil profissional do titular.

“Todo agente do SERNIC, quando se faz ao local, tem a obrigação de apresentar uma carteira profissional, que é nesta que nós apresentamos, tem a cor castanha e por dentro tem o logotipo do SERNIC”, explicou.

A instituição esclarece que o código de barras existente no cartão permite confirmar informações do agente, incluindo o nome, o perfil profissional e outros dados que ajudam a validar a autenticidade da identificação.

“Para além da foto do agente em causa, temos aqui o código de barras. A partir do código de barras, para além do nome, é possível ter todo o perfil do cidadão em causa”, referiu a porta-voz.

O SERNIC explica ainda que, através dos mecanismos de verificação disponíveis, é possível identificar a localização funcional do agente, incluindo a província onde está afecto, e detectar eventuais situações de falsificação do documento.

Além da carteira profissional, os agentes operativos possuem um distintivo próprio, que constitui outro elemento complementar de identificação durante as operações.

Perante uma abordagem feita por alguém que se apresenta como agente do SERNIC e que recuse mostrar os documentos profissionais, a instituição aconselha os cidadãos a comunicarem imediatamente o caso às autoridades competentes.

“Se não for a se identificar com base nesses documentos, podem contactar qualquer unidade policial ou SERNIC mais próximo, denunciando o mesmo”, apelou Enina Tsinine.

O SERNIC considera que a participação dos cidadãos é fundamental no combate ao crime e na prevenção de abusos cometidos por indivíduos que procuram aproveitar-se da imagem e autoridade da instituição.

A recomendação deixada é simples: antes de qualquer colaboração ou cumprimento de uma ordem de um suposto agente, o cidadão deve exigir a apresentação da carteira profissional e confirmar a autenticidade da identificação.

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